Um bom mestre ensina primeiro o que ele sabe, as coisas que ele aprendeu, as coisas que foram apreendidas com o conhecimento... Coisas que também lhe foram passadas e que a experiência e prática fixaram com o saber consciente. Mas, o melhor mestre é aquele que ensina o que não sabe, aquele que permite que seu aluno aprenda com a pesquisa, com o descobrir, caindo com seus erros e reerguendo com seus acertos. Ensinando coisas que nem ele próprio ainda conhece, permitindo ao aluno um espaço para encontrar o caminho certo, experimentar improvisos e aflorar nele a percepção da intuição. Tateando com leveza pelo território do desconhecido, damos espaço para aquilo que às vezes mais tememos, a revelação do que é novo. É na terra do desconhecido, que o exercício da intuição se faz bastante necessário. Convicto daquilo que se quer e dominando a intuição, chegaremos infalivelmente ao conhecimento na sua essência.
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